O interior da mente humana ganha espaço no mainstream

Vi no Matias os primeiros teaser/trailers do The Inception, filme novo do Christopher Nolan. E, na hora, me lembrei de como o cinema vem explorando a mente humana como cenário de narrativas, como ambiente cenográfico MESMO e não “uma história na cabeça de alguém ou do ponto de vista de alguém”. Mal puxando da memória, o primeira exemplo que me ocorre numa linha de tempo é A Cela (que eu e o Marcos vimos num intervalo de vagabundagem num dos primeiro Goiânia Noise que tocamos). Na época achei tenebroso. Talvez hoje revendo eu até goste, quem sabe? Mas aquela estética nunca me desceu… Bem… algum cinéfilo pode me ajudar a lembrar de referências mais antigas e mais consistentes?

Um pequeno salto no tempo e nos anos seguintes tivemos uma série de filme que exploravam o espaço interno da mente: Quero Ser John Malkovich enfiou o pé na porta e a seguir veio o Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança, que a meu ver é o Nevermind dessa onda (sendo o Nevermind o mínimo denominador comum entre coisas esquisitas/novas e mainstream). Adoro esse filme e acho que ele transforma em imagens alguns processos terapêuticos de forma muito interessante. E no ano passado ainda rolou o Synedoque Nova Iorque, num clima bem mais barroco e pesado, menos pop-tchuras.

Bom, o fato é que o próprio Nolan explorou bastante os recônditos da mente como plataforma de histórias: seu Memento era construído a partir de memórias desconexas (outro assunto “mental”), Insônia se segurava sobre uma mente disfuncional pela falta de sono e ninguém me tira da cabeça (olha ela aí) que a Gotham City de The Dark Night é um reflexo da mente do Batman.

A mente humana tem sido assunto frequente na mídia mais mainstream. Mas geralmente, dividida em dois terrenos: o cérebro, a máquina, a química, e a psiquê, os processos psicológicos. O leitor de Veja e a audiência do Fantástico vem sendo sistematicamente bombardeados nos últimos anos com matérias superficiais e um tanto quanto inúteis na prática sobre as últimas descobertas da neurociência, essa criança recente que também vem mexendo com as bases do marketing e começando a abrir os olhos de picaretas ávidos por ganhar dinheiro com apresentações em Power Point e frases de efeito. E vocês já viram a quantidade de revistas de psicologia e psicanálise nas bancas?

Filmes como The Inception, por outro lado, parecem explorar o assunto com uma perspectiva mais interessante (ainda que baseado na ficção): a mente humana é uma viagem e explorá-la é um assunto interno. Ao parecer misturar os dois espaços (o interno e o externo), o The Inception promete. Veremos se cumpre.

Em breve explorarei mais esse assunto em um post que estou desde abril do ano passado pra escrever. Mas o que é o tempo né?

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4 pensamentos sobre “O interior da mente humana ganha espaço no mainstream

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