Dilmaboy: agora sim

Desde que a equipe de campanha do Obama postou o primeiro vídeo da campanha “Yes We Can” no YouTube que uma espécie de frenesi tomou conta dos publicitários, dos políticos e dos marqueteiros políticos. A estratégia de integrar a internet e, mais especificamente, as redes sociais num segmento que sempre privilegiou o combo “mídia de massa + corpo a corpo” é lógica e, bem feita, visivelmente eficiente. Só uma grande dúvida sempre pairou no ar: quem vai conseguir executar uma ação dessas no Brasil, um país cheio de peculiaridades culturais e digitais? Mais do que isso, que cara vai ter uma campanha política participativa no país?

A resposta chegou essa semana. Embora ainda esteja em fase de decolagem de views no YouTube, Dilmaboy parece ser o primeiro meme das Eleições 2010, o primeiro “Jabulaaaaaaaani,” o primeiro “Vuvuzela”, o primeiro “Larissa Riquelme” (bem, esse talvez não). É o espírito mashupeiro e tosco-improvisador do brasileiro traduzindo o conceito de participação política digital.

Não é bem o que o Pedro Dória levantou domingo, a respeito da necessidade de uma contribuição pública de maior análise na rede, enriquecendo o debate. Mas, lendo o texto do Bruno ontem sobre a mitologia popular da Copa 2010, não tive dúvida: Dilmaboy tem sua importância e, mais do que qualquer Twitter oficial de presidenciável, deu o start definitivo da campanha política 2010 na internet.

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