Projeto Cauã

A face mais pública do diretor da Linux International, Jon Hall, geralmente é associada à militância no universo do software livre, mais especificamente no planeta Linux. Mas o projeto mais recente no qual o rockstar do open source está envolvido parece extrapolar totalmente esses limites e alcançar âmbitos bem mais amplos, como a relação dos usuários com os computadores, o gasto de energia das máquinas e o empreendedorismo/empregabilidade em países emergentes. Falando assim, parece um pouco burocrático, mas na verdade as metas do Projeto Cauã (gavião em tupi) me soam muito mais revolucionárias do que tudo que eu já li sobre software livre até hoje (não que seja muito, mas já dei meus pulinhos).

Os vídeos do projeto, legendados em português, são absurdamente didáticos e claros, mas eu vou facilitar a sua vida: o obetivo do Cauã é levar os conceitos de open source para o usuário final, criando uma rede de equipamentos mais econômicos em termos de energia, mais simples de usar, que ajudam a expandir redes wi-fi em locais carentes e que se baseiam na geração de milhões de empregos acessíveis a todos.

O conceito do Projeto Cauã desafia uma série de pressupostos que temos em relação ao uso de computadores: que eles precisam ser complicados, que eles precisam ser caros, que eles precisam ser um trambolho individual em vez de integrantes de uma rede comunitária e que a popularização de bons equipamentos e softwares precisa vir de piratas ou de revoltados digitais.

Na real, o Projeto Cauã é todo construído em cima de coisas que são estranhas a nós hoje: máquinas domésticas simples, econômicas energeticamente, ligadas a redes wi-fi comunitárias, cujo administrador é responsável pelas tarefas técnicas (bakcup, antivírus, atualizações), tudo isso dentro de um programa privado que gera empregos e lucro.

Mas o melhor de tudo, depois do conceito, são os vídeos. Sem trilhas grandiosas, sem gráficos exuberantes, sem textos supostamente inspiradores. É só o rosto principal do projeto, com um moletonzinho safado, explicando ponto a ponto o esquema todo. E mesmo assim, duvido que alguém assista a esses 6 vídeos e não seja inspirado, no mínimo a revisar alguns conceitos.

Ufa, consegui chegar no fim do post sem fazer nenhuma piadinha infame com o Cauã Reymond…

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2 pensamentos sobre “Projeto Cauã

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