Walverdes no Noise 2010

Luz ao redor do espelho: um símbolo dos 16 anos do Noise?

Tudo bem que todo mundo só quer falar do Terra e do Paul. Mas quem não estava em São Paulo no fim de semana passado (na verdade, na semana toda passada), e por acaso estava no centro-oeste, deve ter se envolvido de alguma forma com o Goiânia Noise 2010.

Foi a décima sexta edição do festival (sim, décima sexta) e a chegada à idade de votar aumentou a responsabilidade do Noise, que fez jus à, hmmm, maturidade compondo um mega-evento que se estendeu por praticamente uma semana de shows e conferências espalhadas pela cidade e fechando a maratona com o encontro de Gilberto Gil e Macaco Bong. Eu não vi tudo isso, na verdade estive só na sexta-feira lá pra tocar com os Walverdes. Mas era flagrante no ar e na cara dos participantes (inclua aí público, jornalistas, produtores e músicos) a satisfação de fazer parte de algo hoje fundamental para a cultura brasileira.


Foto do @Riggsyinthahous

Há problemas? Sim, e eles foram discutidos exaustivamente na internet ao longo de todo esse ano, quando, depois de mais ou menos uma década, começaram a ser questionados certos padrões de produção dos festivais independentes brasileiros. Mas acontece que se a discussão surge é justamente porque há algo a ser discutido – e algo relevante. Dez anos atrás não se discutia nada disso porque nada disso existia.

De nossa parte, tocar no Noise tem sempre um sabor especial. Em exatos dez anos (nossa primeira participação foi em 2000, no DCE da UFG), já estivemos sete vezes na cidade e seis vezes no festival. Dividimos noite com o Nebula, Los Nata, Guitar Wolf, Wander Wildner e até já dividimos o palco com o MQN no ano passado. Já tocamos na Já fizemos um show seguido de um rápido banho no banheiro improvisado (agora reformado!) do Martim Cererê pra segundos depois entrar num ônibus com meia dúzia de bandas goianas pra 13 horas de viagem até o Calango (isso foi em 2007? num lembro).

Sexta passada, não consegui ver muitos shows, já que nossa passagem por Goiânia dessa vez foi meio no esquema bate e volta. Mas só de ver os quatro sócios da Monstro reunidos na beira do palco pra nos assistir, gente cantando Acordando Sequelado (música do Anticontrole que quase nunca tocamos ao vivo) e depois assistir o Black Drawing Chalks de trás do palco jogando em casa, esbarrar no Pete Shelley dos Buzzcocks e no Graham Massey do 808 State, ouvir o Grampá contando dos planos dele pra um certo personagens da Marvel, bom, já valeu super a pena.

Foi uma correria, porque chegamos no início da noite na cidade e na madrugada já estávamos embarcando de volta pra Porto Alegre, o que obviamente nos subtraiu não só a after-party com o Graham Massey discotecando como também necessárias horas de sono, que só serão recuperadas ao longo dos próximos dias.

Mas o que é que vai se fazer né?

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