Infinito

São muitos os pontos de intersecção entre o consumo de mídias digitais e impressas. E estes pontos já não se resumem mais à famosa “integração”, onde você começa a ler em um meio impresso e expande no digital. A imagem acima, reproduzida da capa de hoje do The Guardian, traz um outro tipo de sobreposição, mais conceitual. Caso você não tenha notado, as legendas de cada link informam a duração do vídeo e o tamanho dos slideshows em destaque.

Isso talvez seja a versão digital da “folheada” ou da “passada de olhos” pra saber o que temos pela frente ao pegarmos um jornal, uma revista ou um livro. Com estes, podemos rapidamente calcular o quanto de tempos podemos investir na leitura do que nos interessa. Provavelmente, a legendagem de tempo e quantidade do Guardian tem o mesmo objetivo: nos situar e, por que não, nos confortar. Se eu sei que o vídeo tem 2 minutos e pouco, sei que vou poder assisti-lo. Clicar, entrar na outra página e descobrir que é uma reportagem de dez minutos pode ser uma micro-decepção que me planta uma dúvida na próxima vez que eu escanear com os olhos a capa do portal. Compromete-se, assim, alguma audiência futura.

As mídias digtais tendem, com o hipertexto, ao infinito e além. O ser humano gosta (apesar de dizer que não) de limites. Aos poucos, essas duas linhas, antes paralelas, começam a se encontrar.

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